OPINION: More land rights mean fewer fires in Mozambique

Friday, March 20, 2020

In Mozambique, fires are a season problem. They are the result of traditional farming practices in which farmers burn their fields to prepare them for the next planting season.

Unclear and undocumented rights to land add fuel to the fire, because when farmers have unclear and undocumented rights to their land, they tend to have conflicts with neighbors.

The World Bank estimates that 90% of rural land in Africa is undocumented, so, this is a common problem. The undocumented and unclear boundaries and the slim margin for survival for many rural families are a destructive combination.

Farmers often dispute boundaries with their neighbors with an eye toward claiming a few rows of their neighbor’s corn or cane for themselves. With poverty and hunger high, every row counts.

These persistent disagreements over boundaries tend to sour relations between neighbors, sometimes bubbling over into outright violence. In this toxic environment, when a farmer decides to burn his or her field to make way for the next season’s crops, they may not warn a neighbor of their plans or take care to ensure that the fire does not spread.

This was the case in Vasconcelos’ community. He was locked in conflict with his neighbors over his prized parcel of land – four acres of extremely fertile land down by the river. “It is a good piece of land and everyone claimed it,” said Vasconcelos. “It was mine, but everyone wanted it.”

His neighbors would try to nibble away at the edges of his field, trying to get his land by taking a few rows of corn at a time. Their constant bickering meant that, in the words of Vasconcelos, “There were no rules. Things were out of control.”


Em Moçambique, os incêndios são um problema de época. Eles são o resultado de práticas agrícolas tradicionais, nas quais os agricultores queimam as suas machambas para prepará-las para a época agrícola seguinte.

Direitos de terra pouco claros e não documentados acrescentam combustível ao fogo, porque quando os agricultores têm direitos pouco claros e não documentados das suas terras, tendem a ter conflitos com os vizinhos. 

O Banco Mundial estima que 90% das terras rurais de África não são documentadas, portanto, este é um problema comum. Os limites não documentados e pouco claros e a pequena margem de sobrevivência para muitas famílias rurais são uma combinação destrutiva.

Os agricultores costumam contestar as fronteiras com os vizinhos com o objectivo de reivindicar algumas filas do milho ou da cana dos seus vizinhos. Com a pobreza e a fome em alta, cada linha conta.

Esses desentendimentos constantes sobre fronteiras tendem a azedar as relações entre vizinhos, às vezes resultando em violência directa. Nesse ambiente tóxico, quando um agricultor decide queimar a sua machamba para dar lugar às colheitas da próxima época, ele não avisa o vizinho sobre os seus planos e nem toma cuidado para garantir que o fogo não se espalhe.

 Foi o caso da comunidade de Vasconcelos. Ele estava em conflito com os seus vizinhos por causa da sua preciosa parcela de terra - quatro hectare de terra extremamente fértil nas margens do rio. "É um bom pedaço de terra e todos reivindicavam", disse Vasconcelos. "Era meu, mas todo mundo queria."

Os vizinhos tentavam reduzir os limites da sua machamba, retirando algumas filas de milho de cada vez. As constantes disputas significavam que “não havia regras. As coisas estavam fora de controlo” - segundo Vasconcelos.

Last updated: March 20, 2020

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