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38 mil angolanos saem do analfabetismo
Jornal de Angola
Walter António
Trinta e oito mil angolanos residentes na cidade de Luanda foram alfabetizados durante os três anos de paz que o país vive.
Formados no âmbito de um projecto encabeçado pela Organização Não Governamental Alfalit-Angola,também conhecida (por princípio do fim),em parceria com o Ministério da Educação e com o apoio da Usaid (Agência Norte-americana para o Desenvolvimento), estão aptos a frequentar a 4ª classe ou o ensino de adultos.
No entanto, Cacuaco e Viana são os municípios com maior aderência.
O dado foi revelado ontem, em Luanda, pelo director executivo da Alfalit-Angola, Luciano Chianeque, à margem da abertura do acto provincial do Dia Internacional da Alfabetização, que serviu também para a graduação dos novos mil alfabetizados.
Segundo Luciano Chianeque, os indivíduos são formados durante os seis meses e quando aprendem a ler e a escrever são considerados graduados, com capacidade para poder estudar a 4ª classe.
O projecto que não pára por aqui, a partir de Janeiro do próximo ano, de acordo com Luciano Chianeque, vai-se estender às outras províncias com um programa que irá de 2006 a 2011.
Questionado sobre como é feito o recrutamento dos professores, Luciano Chianeque adiantou que eles são recrutados nos bairros, seguidamente recebem a metodologia de ensino e cada professor é responsável pelo recrutamento dos seus próprios alunos.
"São registados e recebem também o seu respectivo material de apoio. Mas a Alfalit-Angola tem como parceiras fundamentais para leccionar, as igrejas no âmbito do seu projecto", defendeu.
De acordo com o director provincial da Educação, André Soma, que falava no acto de encerramento, entre os povos desenvolvidos e em desenvolvimento cada ano se engajam cada vez mais, no combate ao analfabetismo para se libertarem deste mal.
"Porque, continuando analfabetos não conseguem organizar o seu modo de vida para poderem se defender das doenças, nem criar um bom ambiente saudável no seio da família e das comunidades, daí o elevado índice de mortalidade materno-infantil e de probreza extrema, entre outros males", argumentou.
André Soma recordou, por outro lado, que o país comporta ainda uma elevada taxa de analfabetismo, ou seja, a maior parte da população adulta e adolescente a partir dos quinze anos não sabe ler nem escrever.
Como disse, é uma grande preocupação para o Governo. Entretanto, depois destes longos anos de guer-ra, e apenas há três anos em paz, o Governo tem implementado vários projectos com vista à melhoria da vida das populações.
"Não podendo por si só, abarcar todas as frentes deste programa. A sociedade civil também é chamada para colaborar, ajudando o Governo. Por isso é que temos parceiros, como as Ong e as igrejas", rematou.
A Alfalit-Angola faz parte da família Alfalit internacional, instituição fundada em 1971,na Costa Rica e tem a sua sede em Miami nos EUA.